
História de reflexão...
POR GABRIEL LUIS EM 14/09/2007
Bem, vou começar a história.
Estava havendo uma guerra e algumas pessoas que conseguiram fugir, junto com uma menina, estavam correndo para escapar.
De repente, a menina foi ferida. As pessoas que estavam próximas não sabiam o que fazer, e decidiram buscar ajuda numa aldeia próxima da floresta onde estavam.
As pessoas que fugiram (a partir de agora vou chamar de fugitivos, mas eles não eram maus, OK?) chegaram salvos, menos a menina, à aldeia, mas eles não sabiam a língua que os índios falavam. Então, tentaram explicar por gestos e mímicas que precisavam de um voluntário para doar uma certa quantidade de sangue para a menina. Quem quisesse, iria levantar o braço, mas ninguém levantou.
Até que, alguns segundos depois, um braço bem magrinho aparece estendido, e veio caminhando na direção dos fugitivos.
Eles foram para uma toca e, graças a um dos fugitivos que era médico e estava ajudando os outros a escapar, colocaram um tubo interligando o braço do menino ao da menina.
Tudo bem até agora. Ele começa a doar seu sangue. De repente, ele começa a fazer uma cara de triste e o médico tenta perguntar o que está havendo, ele faz gestos dizendo que não é nada.
Depois, ele começa a chorar muito, muito mesmo, e o médico novamente pergunta o que houve, sabendo que o índiozinho não pode mentir desta vez, já que ele chora muito. O índio novamente faz gestos, mas explicando que ele havia pensado que iria doar todo seu sangue e que iria morrer.
O médico, então, chama todos os fugitivos e eles perguntam, também através de gestos: "Mas, então, porque você se ofereceu para ajudar a menina, achando que iria morrer?"
O índio deu um sorriso e, disse, na mesma língua que os fugitivos entendiam:
Ela era minha amiga...
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